O partido FRELIMO manifestou publicamente a sua profunda preocupação com a crise humanitária que assola as províncias de Maputo, Gaza e Sofala, onde milhares de moçambicanos enfrentam as consequências devastadoras das chuvas intensas e cheias. Num comunicado divulgado esta segunda-feira, a formação política reagiu ao cenário de Alerta Vermelho decretado pelo Governo, destacando a gravidade das perdas humanas, a destruição de infraestruturas essenciais e o desalojamento massivo de famílias.
A organização política condenou de forma enérgica relatos de cobranças ilícitas em operações de socorro. Segundo o partido, é inadmissível que agentes ou indivíduos condicionem o resgate de pessoas sitiadas ao pagamento de valores monetários, classificando tais atos como uma afronta à dignidade humana e um desrespeito absoluto pelo sofrimento das vítimas. O comunicado sublinha que momentos de tragédia nacional não podem ser explorados por sentimentos de ganância ou oportunismo.
Além das ações de resgate, a FRELIMO alertou para a especulação de preços de bens e serviços fundamentais. O partido exorta a sociedade a rejeitar o aumento injustificado dos custos de alimentos, água potável, combustíveis e transporte, elementos vitais para a sobrevivência das populações afetadas. A mensagem é clara: a tragédia atual não deve, sob circunstância alguma, ser transformada num negócio ilícito.
Por fim, o documento apela ao reforço da vigilância cívica em todas as comunidades. O partido insta os cidadãos e as estruturas locais a denunciarem imediatamente às autoridades competentes qualquer prática abusiva ou tentativa de extorsão. O objetivo é garantir que a assistência e o transporte de emergência cheguem a quem mais precisa sem barreiras financeiras ou exploração do desespero das famílias submersas.
