Funcionários públicos detidos em Mecula por desvio de comida destinada a vítimas de cheias


 Seis funcionários públicos, afetos ao Serviço Distrital de Planeamento e Infraestruturas (SDPI), foram detidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Mecula, província de Niassa. Os indivíduos são acusados de desviar produtos alimentares que deveriam ser entregues às famílias vítimas de eventos climáticos extremos que assolam a região.

A neutralização do grupo ocorreu durante operações de fiscalização da PRM destinadas a garantir a integridade da ajuda humanitária. De acordo com Nelson de Sousa, porta-voz do Comando Provincial da Polícia em Niassa, os indiciados já confessaram a participação no crime. Embora o volume exato da mercadoria subtraída ainda não tenha sido revelado, a confissão reforça a gravidade da infração ética e criminal cometida por agentes do Estado.

Em depoimento, os detidos alegaram que foram influenciados por um colega, também funcionário público, que os terá convencido da viabilidade da apropriação ilegal dos bens sem consequências. Este suposto mentor da operação encontra-se atualmente em paradeiro desconhecido, sendo alvo de diligências intensas por parte das autoridades policiais para a sua localização e captura.

Até ao momento, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), entidade responsável pela gestão dos donativos e assistência a vítimas de calamidades, não se pronunciou oficialmente sobre o incidente. A polícia prossegue com as investigações para determinar as motivações profundas e o destino final dos produtos desviados, assegurando que todos os envolvidos serão responsabilizados para desencorajar o oportunismo em momentos de crise humanitária.

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