O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula confirmou a detenção de membros do partido ANAMOLA (Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo), indiciados pela prática de crimes de incitação à violência e perturbação da ordem pública. A operação policial ocorre num momento em que as autoridades intensificam a fiscalização contra grupos que, alegadamente, promovem o caos em diversas comunidades da província.
Segundo os porta-vozes da corporação, os detidos estariam envolvidos na organização de movimentos que visavam desestabilizar a segurança local, utilizando discursos de ódio e convocatórias para atos de desobediência civil. A PRM sublinhou que a intervenção foi necessária para garantir a integridade física dos cidadãos e o funcionamento normal das instituições estatais na região.
Os pontos principais desta ocorrência incluem:
Acusações Formais: Os indivíduos são acusados de instigar a população contra as autoridades constituídas e de tentativa de invasão de infraestruturas públicas.
Posicionamento do Partido: Lideranças do ANAMOLA, incluindo Venâncio Mondlane, têm denunciado o que classificam como uma "perseguição política" e "detenções arbitrárias" contra os seus quadros, especialmente nos distritos de Mogovolas e Murrupula.
Contexto de Tensão: Este episódio insere-se num clima de elevada tensão política pós-eleitoral e ocorre em paralelo ao processo de Diálogo Nacional Inclusivo, que visa precisamente a pacificação do país.
Garantia da Ordem: A PRM reafirmou que continuará a atuar de forma rigorosa contra qualquer cidadão ou grupo que tente subverter a ordem e segurança públicas, independentemente da sua filiação partidária.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público para a formalização das acusações e o seguimento dos trâmites judiciais competentes.
