O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) esclareceu, em conferência de imprensa realizada esta tarde, as circunstâncias da morte de Pedro Ferraz Reis, Administrador do Banco Comercial e de Investimentos (BCI). Segundo as autoridades, as evidências colhidas no local e os exames médico-legais indicam que o cidadão pôs termo à própria vida no interior de um quarto no Hotel Polana, em Maputo.
Cronologia dos Factos
Hilário Lole, porta-voz do SERNIC, detalhou os passos dados pelo administrador antes do trágico desfecho:
Saída do Trabalho: Pedro Ferraz Reis deixou o banco por volta das 14:00h.
Preparação: Deslocou-se à sua residência para recolher uma viatura e, de seguida, visitou dois estabelecimentos comerciais.
Aquisição de Meios: Num dos locais adquiriu duas facas e, noutro, comprou o raticida conhecido como RATEX.
Conclusões Médico-Legais
A investigação técnica confirmou que a morte ocorreu numa casa de banho do hotel. Os exames periciais foram decisivos para a conclusão do caso:
Exames Toxicológicos: Detetaram a presença de RATEX no organismo do finado.
Ferimentos: Foram identificados golpes causados por arma branca, compatíveis com as facas adquiridas horas antes.
Impacto no Setor Financeiro
A morte de Pedro Ferraz Reis, uma figura de destaque na estrutura do BCI, causou choque no setor bancário e na sociedade moçambicana. O encerramento das investigações pelo SERNIC com a tese de suicídio põe fim às especulações iniciais sobre as causas do óbito numa das unidades hoteleiras mais emblemáticas da capital.
