Num domingo marcado por chuvas intensas, o Presidente do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, acompanhado pela Primeira-Dama Francelina Mondlane, visitou as zonas críticas de Nkobe e Matola C. A visita teve como objetivo prestar solidariedade direta às famílias que perderam casas e bens devido às recentes inundações.
O Cenário das Cheias
O cenário encontrado pela comitiva foi de destruição e incerteza. Em Nkobe e na Matola C, os relatos multiplicam-se:
Perdas Materiais: Bens arrastados pelas águas e habitações desmoronadas.
Impacto Humano: Famílias em situação de vulnerabilidade extrema, descritas como vivendo "entre a água e o esquecimento".
Crítica à Governação e Apoio Direto
Durante a visita, Venâncio Mondlane adotou um tom crítico em relação à gestão pública, afirmando que estas comunidades estão fora dos projetos habitacionais do Governo. O líder da ANAMOLA defendeu que a sua presença não era protocolar, mas sim um gesto de priorização da dor do povo face à ausência estatal.
"Quando o Estado falha, a solidariedade levanta-se. Quando a casa cai, a dignidade não pode cair junto."
Compromisso Político-Social
Mais do que apoio emocional, a liderança da ANAMOLA reafirmou o compromisso de lutar por soluções estruturantes para estas regiões frequentemente ignoradas pelos mapas oficiais. Mondlane apresentou-se como uma "luz no fundo do túnel" para as famílias que se sentem desamparadas pela governação atual.
Este gesto de proximidade ocorre num momento em que a região sul de Moçambique enfrenta uma crise humanitária devido à época ciclónica, colocando a pressão sobre as figuras políticas para responderem de forma célere às necessidades básicas da população.
