Desmobilizados da Renamo preparam ofensiva interna para afastar Ossufo Momade

 Desmobilizados da Renamo, vindos de todas as províncias do país, reuniram-se em Chimoio com um objetivo claro: desenhar estratégias para retirar Ossufo Momade da liderança do partido. Os antigos combatentes acusam o atual presidente da Renamo de ter entregue a organização à Frelimo em troca de benefícios pessoais, apontando como exemplo a sua recente nomeação como administrador não executivo da Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE).



Segundo Edgar de Jesus Silva, um dos porta-vozes da contestação, a decadência do partido deve-se inteiramente à gestão de Momade. “Ele está apenas para receber benesses da Frelimo. Queremos que deixe o partido, porque a Renamo está a ser sequestrada por uma agenda que não é nossa. Lutámos por alternância de poder, e ele não é capaz de governar Moçambique”, afirmou.


Entre as queixas dos desmobilizados está também a falta de pagamento de pensões a vários ex-combatentes, bem como a inclusão de pessoas sem historial militar no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).


O porta-voz do grupo, João Machava, reforçou que o encontro em Chimoio pretende traçar orientações e decisões concretas para reorganizar a Renamo e recuperar a confiança da população. “Temos a missão de resgatar os valores fundadores do partido e reconquistar o apoio do povo moçambicano”, declarou.



A tensão interna aumenta num momento em que a Renamo enfrenta críticas pela sua fraca capacidade de oposição, agravando o debate sobre o futuro da liderança e o papel do partido no atual cenário político.

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