O partido ANAMOLA atravessa um momento de forte instabilidade na província da Zambézia. Uma crise interna prolongada, alimentada por divisões profundas, ameaça paralisar a estrutura política da organização naquela região.
Mobilização dos Distritos e Queixas Graves
A contestação ganhou contornos físicos quando membros provenientes de vários distritos se deslocaram ao Comité Provincial para formalizar um pedido de exoneração imediata da coordenadora provincial.
As principais acusações contra a dirigente incluem:
Usurpação de Funções: Exercício de poderes fora da sua competência estatutária.
Gestão Unilateral: Tomada de decisões críticas sem a consulta prévia às bases do partido.
Exclusão e Benefício de Elites
Os manifestantes denunciam um modelo de gestão "fechado", alegando que a atual liderança favorece apenas um núcleo restrito de governação. Esta política de exclusão tem gerado um clima de desconforto e revolta entre os militantes que se sentem marginalizados dos processos decisórios.
"A crise coloca em causa a estabilidade da organização política naquela parcela do país, num momento em que a coesão interna seria fundamental para os objetivos do partido."
Até ao momento, a coordenação provincial ainda não emitiu um comunicado oficial em resposta às exigências dos membros distritais.
