O presidente da Real Federação Marroquina de Futebol, Fouzi Lekjaa, desencadeou uma crise diplomática e desportiva ao exigir, nesta terça-feira, a detenção do árbitro congolês Jean-Jacques Ndala Ngambo. O dirigente contesta duramente a atuação do juiz na final do CAN 2025, conquistada pelo Senegal, apontando o que descreveu como "graves deficiências" técnicas que teriam prejudicado diretamente a seleção anfitriã.
Lekjaa afirmou à imprensa local que o árbitro não teve competência para dirigir um jogo desta magnitude, alegando que decisões cruciais ao longo da partida foram deliberadamente enviesadas contra Marrocos. A acusação escalou para tons mais controversos quando o dirigente insinuou, sem apresentar provas, que a seleção do Senegal poderá ter recorrido a práticas de ocultismo para assegurar a vitória no torneio continental.
O ambiente de tensão já era visível durante o encontro, momento em que os jogadores senegaleses chegaram a abandonar o relvado temporariamente em sinal de protesto contra as decisões da equipa de arbitragem. Apesar da gravidade das declarações de Fouzi Lekjaa, a Confederação Africana de Futebol (CAF) mantém-se, até ao momento, em silêncio, não tendo anunciado quaisquer medidas disciplinares ou sanções oficiais relativas aos incidentes reportados na final.
