Polícia detém cinco jovens que simulavam ataques terroristas para saquear aldeias em Metuge


 A Polícia da República de Moçambique (PRM) desmantelou uma quadrilha composta por cinco jovens, com idades entre os 20 e 21 anos, acusados de simular ataques insurgentes para assaltar aldeias no distrito de Metuge, província de Cabo Delgado. O grupo utilizava o clima de insegurança na região para semear o pânico e facilitar a pilhagem de bens em comunidades rurais.

Recentemente, os suspeitos invadiram a aldeia de Impire, situada junto à Estrada Nacional Número 1 (EN1). Com os rostos cobertos e empunhando instrumentos cortantes, os jovens proferiam gritos de ordem religiosos para mimetizar o modus operandi de grupos extremistas. A encenação provocou a fuga imediata dos residentes, permitindo que os assaltantes subtraíssem valores monetários, telemóveis e outros bens das habitações abandonadas.

Em declarações às autoridades, os detidos negaram qualquer ligação real com grupos terroristas, afirmando que o uso de máscaras e a simulação de ataques serviam apenas como estratagema para ocultar as suas identidades durante os roubos. A porta-voz da PRM em Cabo Delgado, Eugénia Nhamussua, confirmou que os jovens são reincidentes, com um historial de passagens pela polícia tanto em Pemba como em Metuge por diversos crimes.

Embora a polícia confirme que, até ao momento, não existem evidências de vínculos com redes terroristas operacionais, o caso foi encaminhado para unidades especializadas das Forças de Defesa e Segurança (FDS). O objetivo é realizar um apuramento detalhado, dada a gravidade de utilizar o terrorismo como fachada para a criminalidade comum numa zona já fragilizada pelo conflito armado.

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