ANAMOLA inaugura sede em Maputo, lança "Auscultação Digital" e confirma candidatura às eleições de 2028 e 2029.

 


O partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) inaugurou este domingo, 19 de outubro, a sua nova sede nacional no bairro do Zimpeto, em Maputo. O evento, liderado pelo presidente do partido, Venâncio Mondlane, serviu não só para solidificar a presença física da organização, mas também para delinear a sua estratégia futura e lançar farpas à atual conjuntura política.

A cerimónia foi marcada por fortes elementos culturais, como a dança tradicional Xigubo, e momentos solenes, incluindo o corte da fita por Venâncio Mondlane e pela sua esposa, Francelina Mondlane.

Durante a conferência de imprensa, Mondlane reafirmou o compromisso do partido com a paz e a legalidade, destacando a presença do chefe do quarteirão local como um sinal de cooperação com as autoridades. O líder da ANAMOLA aproveitou para esclarecer que o "Dia de Reflexão", realizado no sábado em homenagem a Elvino Dias, foi uma iniciativa pacífica e legal.

O ponto alto do discurso foi o anúncio da "Auscultação Popular Digital", uma plataforma que Mondlane afirma ser pioneira em Moçambique para o diálogo com os cidadãos. Numa crítica velada, mostrou-se satisfeito por ver as suas "ideias criativas a serem replicadas por outras formações políticas", apesar de a ANAMOLA continuar excluída do diálogo político inclusivo promovido pelo governo.

Olhando para o futuro, Venâncio Mondlane foi categórico: a ANAMOLA estará presente "com toda a sua força" nas eleições autárquicas de 2028 e nas eleições gerais de 2029, em todo o território nacional. A cerimónia encerrou com um forte apelo à mobilização, refletindo o otimismo e a determinação do partido em se afirmar no cenário político moçambicano

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